terça-feira , 12 de junho de 2018
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Você sabia que a seleção brasileira atuou de vermelho no ano da Revolução Russa?

Foi noticiado que estão confeccionando, de maneira artesanal, uma camisa vermelha da seleção brasileira para que os torcedores de esquerda não sejam confundidos com os “manifestoches”, durante a Copa do Mundo, que será realizada na Rússia. A dicotomia que assola o país não poderia deixar passar em branco, e os comentários nas redes sociais são simultaneamente agressivos quanto hilários. A responsável pela confecção é a designer gráfica Luísa Cardoso. Reparem que o escudo não é o atual da CBF e sim o da antiga CBD (clique na imagem para expandir a foto).

Vociferam contra o projeto, alegando que não faz sentido uma camisa vermelha para a seleção brasileira, já que as cores da bandeira nacional são o verde, o amarelo, o azul e o branco. Como de costume, surge a célebre frase “minha bandeira nunca será vermelha”. É verdade que a bandeira do Brasil não apresenta hoje a cor vermelha, mas nem sempre foi assim.

A primeira bandeira oficial do país, já como império independente, lembra bastante a atual, e diferente do que provavelmente você aprendeu na escola, as cores verde e amarela não representam nossas matas e nosso ouro. A cor verde fazia referência à casa de Bragança, do imperador D. Pedro I. Provavelmente, o verde teria sido escolhido para representar os Braganças em decorrência de essa ser a cor do dragão, figura heráldica associada a essa casa. Já o amarelo simbolizava a casa de Habsburgo-Lorena, da qual fazia parte a imperatriz D. Leopoldina. Além do tradicionais verde e amarelo, a bandeira do Brasil tinha detalhes em azul, dourado e pasmem, em vermelho.

Voltando ao futebol, apesar de o primeiro uniforme da seleção brasileira ter sido um uniforme branco com detalhe em azul nas mangas, costumamos ver o esquadrão nacional usando amarelo ou azul, entretanto, a empresa patrocinadora da seleção, tem por hábito criar uniformes de treino, goleiro e um terceiro modelo em cores diferentes das tradicionais, incluindo aí, algumas em vermelho.

Em vários momentos da história, a seleção brasileira atuou com uniformes diferentes dos tradicionais. Já jogamos de verde e amarelo em 1916, com um uniforme branco com detalhes em azul e vermelho nas mangas, em 1918 e em 1919, e também já atuamos com o uniforme de clubes.

Em 1919, em um duelo contra a Argentina pelo Sul-Americano, jogamos com a camisa do Peñarol, do Uruguai. Em 1936, também pelo campeonato Sul-Americano, atuamos contra o Peru usando o tradicional uniforme vermelho do Independiente, da Argentina, e também já atuamos com a camisa do Boca Juniors, clube argentino, em 1937, em partida contra o Chile.

Em 1917, ano da revolução bolchevique na Rússia, o mundo assistiu aos comunistas tomando o poder e iniciando o processo que daria origem à potência vermelha da União Soviética. O Brasil disputava o Sul-Americano do mesmo ano atuando com um uniforme branco, entretanto, após o sorteio que definiu os confrontos, a seleção brasileira foi obrigada a improvisar um segundo uniforme e optou por jogar de vermelho contra a Argentina e o Chile, já que as equipes também atuavam de branco no torneio.

 

 

A camisa que a seleção atuou nesses partidas possui uma réplica no Museu Seleção Brasileira, que fica na sede da CBF, o modelo é o apresentado abaixo:

Ah sim, a CBF se posicionou e emitiu um comunicado para a designer Luísa Cardoso proibindo o uso do escudo da CBD, já que os direitos também pertencem à entidade. Uma nova versão foi feita e você pode adquirir no link abaixo:

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Sobre Rodrigo Barros

Rodrigo Barros
Empreendedor e escritor, Rodrigo Barros é bacharel em Biblioteconomia e em Sistemas de Informação, com pós-graduação em Gerência de Projetos e MBA em Gestão de Marketing.

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